VIVA COM AMOR

VIVA COM AMOR

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Pais busquem seu autoconhecimento e cura, seus filhos agradecem.
É muito importante esse momento que estamos vivendo, muitas coisas estão vindo a tona, a Luz ilumina a tudo e a todos, nós todos hoje temos conhecimento para fazermos as coisas diferentes.
Herdamos de nossos ancestrais por gerações, gerações…, padrões doentios que continuamos a manifestar aqui e agora, que serão passados para as gerações futuras; só se os pais tiverem um autoconhecimento e se curarem, para que isso pare nessa geração.
Quanto mais fundo vamos em nosso autoconhecimento e cura, mais as próximas gerações poderão manifestar uma vida sem tanta bagagem pesada e limitante, andarão com mais leveza e mestria.
É algo muitas vezes complexo, pois esbarramos em nosso ego que quer que continuemos no conhecido, mas é tão libertador buscar a cura da mente. Pense como seu filho que tanto ama, poderá ser mais feliz e você também começar a caminhar com mais leveza e firmeza, sem tantos tropeções e quedas. Será que não compensa?
O autoconhecimento não é algo que vem sozinho, é uma busca incessante e no começo precisa-se de auxílio de terapeutas, técnicas de cura da mente, grupos de apoio que auxiliam.
É um momento onde as coisas estão vindo a tona seja no micro – o ser, como no macro – o Planeta, se não buscarmos nos curar continuaremos a ver as coisas a partir de uma mente limitada pelo ego, conforme vamos nos curando a mente vai se tornando abrangente e começamos a enxergar com maior clareza.
Hoje temos diversas ferramentas que auxiliam nessa busca interna de forma muito amorosa e consciente, trazendo uma maior compreensão de quem somos e qual nosso papel aqui na Terra. Estamos vivendo um momento único na humanidade, onde estamos tendo a oportunidade de mudar nosso futuro e consequentemente das próximas gerações, tudo isso baseado no Amor Divino.
Pais é tão lindo ver como vocês querem o melhor para seus filhos, por isso curem esses padrões doentios para que seus filhos sejam livres e cocriadores com Deus de um futuro melhor.

terça-feira, 5 de maio de 2015

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

MAIOR QUE A VIDA

Uma nova história,
Um novo capítulo,

Subtítulo: Até mais mana Liliane.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

A AFETIVIDADE COMO ESTIMULO PARA UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA DIFERENCIADA


Para que aconteça uma prática pedagógica diferenciada, é necessária a
existência de estímulos que transformem o aprendizado do aluno em algo
prazeroso, o exercício de uma pedagogia afetiva permite ao professor conhecer seu
aluno bem como suas particularidades. De acordo com Cunha (2008, p. 67):

[...] o que vai dar qualidade ou modificar a qualidade do aprendizado será o
afeto. São as nossas emoções que nos ajudam a interpretar os processos
químicos, elétricos, biológicos e sociais que experienciamos, e a vivência
das experiências que amamos é que determinará a nossa qualidade de
vida. Por esta razão, todos estão aptos a aprender quando amarem, quando
desejarem, quando forem felizes.
De acordo com Cunha, o desenvolvedor do afeto será algo determinante
na vida do aluno, pois o mesmo sendo amado sentirá o desejo de aprender e
consequentemente este saber adquirido elevará sua autoestima e o tornará feliz.
Nisso Cunha (2008, p. 69) relata que:
Há professores- mesmo com pouquíssimos recursos- que afetam tanto que
são capazes de transformar suas aulas em dínamos de inteligências,
mesmo recitando o catálogo telefônico. Pode ser um exagero usar o
catálogo como metáfora, mas na verdade, em nossa memória, o que mais
conservamos são as coisas que nos afetam, para o bem ou para o mal.
19
Cunha (2008) diz que é de fundamental importância o professor saber
realizar uma boa aula, transformando-a em uma rica experiência de aprendizado a
qual vai deixar marcas positivas na vida do sujeito.
Para isso, a nova educação considera o educando sendo mais importante
que o objeto, sendo assim, o objeto somente valeria enquanto funcionasse para o
homem. Revela-se com isso que o sujeito (aluno), hoje passa ter importância no
processo ensino- aprendizagem.
A sensibilidade do professor torna-o capaz de entender os estágios de
desenvolvimento da criança, fazendo-o vivenciar um mundo de imaginação, sonhos,
alegria e etc. O professor conhecendo a criança irá utilizar de estratégias diversas,
produzindo com isso resultados satisfatórios, confirmando que o aluno tem um papel
importante no uso da didática. Saltini ressalta (2008, p. 100):
[...] a inter-relação da professora com o grupo de alunos e com cada um em
particular é constante, se dá o tempo todo, seja na sala de aula ou no pátio,
e é em função dessa proximidade afetiva que se dá a interação com os
objetos e a construção de um conhecimento altamente envolvente.

Essa inter-relação é o fio condutor, o suporte afetivo do conhecimento.
Para o referido autor, a relação exercida entre o professor e o aluno,
permite grande aquisição e conhecimentos, cada momento compartilhado pelos
mesmos torna-se um enriquecedor aprendizado, representados pelo que chamamos
de afetividade, e como já foi dito anteriormente, o cognitivo não está dissociado do
afetivo.
Cunha (2008, p. 85) também afirma que:
A sala de aula ao revestir-se da sua humanidade, com laços de
compreensão e entendimento, com atividades dinâmicas e desejáveis, com
participação ativa do aluno e nutrida por seu interesse, poderá tornar o
aprendizado surpreendente.
Constata-se assim, que a afetividade deve estar fluindo dentro da sala de
aula, pois é na sala de aula que a educação emocional irá desenvolver-se.
A educação é uma arte. Não é uma mera profissão ser educador.
Manipulamos a educação com as duas mãos a do afeto e a da lei das regras. (Saltini
2008, p. 92).

Devemos ser comprometidos com o conhecimento a ser proporcionado
ao aluno, o afeto e as regras andam juntos para assim construir os valores e a
aprendizagem, e para que isso ocorra o educador precisa ser responsável e ter o
respeito dos alunos em sala de aula. Cunha (2008, p. 91) diz que:

Em razão do conhecimento prévio do conteúdo, o professor possui o
domínio da matéria e, por conseguinte, sabe como promover o aprendizado
dos seus alunos. Entretanto, além disso, ele ama o que faz. O seu amor
provoca o amor da classe, como resultado, há fixação do que se foi
ensinado. A essa pedagogia, podemos chamar de afetiva.
A pedagogia afetiva é recheada de afeto, sensibilidade, respeito,
responsabilidade, dedicação, empatia e compromisso com o educando que ali se
apresentada, e deveria ser repensada por muitos professores, que ainda acreditam
que para uma aprendizagem significativa o professor deve se esconder atrás do
conteúdo “vazio”.


quinta-feira, 25 de julho de 2013

“Todo pensamento,todo comportamento humano,remete-nos à sua estruturação inconsciente, como produção inteligente e, simultaneamente, como produção simbólica” (Sara Paín, 1990)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

terça-feira, 17 de maio de 2011

MINHA ALMA GÊMEA- MINHA MANA LILIANE


Se um dia lhe der uma louca vontade de chorar...
Me chama.

Não lhe prometo fazer sorrir,
Mas posso chorar com você...

Se um dia resolver fugir;
Não se esqueça de me chamar.
Não lhe prometo pedir para ficar,
Mas posso fugir com você.

Se um dia lhe der uma louca vontade
De não falar com ninguém;
Me chama assim mesmo.
Prometo ficar bem quietinho.
Mas...

Se um dia você me chamar e eu não responder...
Vem
correndo ao meu encontro...
Talvez eu esteja precisando de você...

Te amo Mana

CONTRIBUIÇÕES DO AFETO NA RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO

Durante o processo de desenvolvimento do ser humano, a afetividade é como se fosse uma “energia” que incentiva as ações, ficando clara a importância da relação entre professor-aluno. Na escola, serve para um convívio em um ambiente de harmonia, onde a aprendizagem irá fluir com mais facilidade, com maior rendimento e interação entre ambos.
Cabe ao professor investigar e conhecer mais particularmente o seu aluno, para que possa ajudá-lo de forma significativa, auxiliando-o em sua vida escolar e em situações diversas que poderão surgir.
O relacionamento entre professor-aluno deve ser de amizade, de troca, de solidariedade, de respeito mútuo, enfim, não se imagina desenvolver qualquer tipo de aprendizagem em um ambiente hostil.
É comum nos depararmos com professores que intervenham na relação dinâmica entre as crianças, mas dificilmente as encorajam, mostrando confiança em sua capacidade, demonstrando afeto e segurança em sua intervenção. É necessário que o professor demonstre afeto e compreensão, principalmente quando o aluno se mostra angustiado.
Já utilizar de muitos elogios irá formar uma falsa confiança do adulto diante da capacidade da criança vir a compreender verdadeiramente o que aprendeu, o que poderá reforçar ainda mais sua insegurança, se fazendo assim, uma aprendizagem superficial e mecânica, quando a criança passa a realizar atividades em função de recompensas que poderá receber.
O educador deve ter a clareza de alimentar apenas os interesses que sirvam de fato para o desenvolvimento intelectual.
A harmonia será recíproca entre professor-aluno, quando os mesmos buscam os mesmos interesses e valores. Então, na escola, se não houver interesses comuns entre o professor e o aluno, um bom desenvolvimento na aprendizagem fica em parte comprometido.
É fundamental destacar a importância de um professor consciente de seu papel, de sua responsabilidade, na qual irá tomar decisões de acordo com os valores morais e as relações sociais que construiu ao longo dos anos, considerando assim, as condições de vida familiar e social de seus alunos.
Um professor que pensa no bem, e em seu poder de mudança junto ao ser humano irá educar e amar ao mesmo tempo.

sexta-feira, 13 de maio de 2011


Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir sempre o meu coração! Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A vida na Escola e a Escola da vida

RESUMO

1. Ninguém está contente com a Escola
Pais, professores e alunos insatisfeitos com a Escola e sem conseguirem entender onde está o problema. Pais muitas vezes não encontram vagas para todos os filhos, e sabem da importância da Escola para o futuro de seus filhos.
Alguns pais culpam os professores pelo fracasso de seus filhos ou então acreditam que são crianças preguiçosas, distraídas e muitos dos pais se sentem culpados pelo pouco tempo que tem ao lado dos filhos, e por não saberem o conteúdo ensinado não conseguem ajudar em suas atividades de casa.
Professores cansados, desvalorizados sentem-se sobre carregados em sua função, com salários baixos não lhes permitindo viver com dignidade.
Professores diante de uma turma com dificuldade de aprendizagem se dão conta da sua falta de preparo para o trabalho que precisam desenvolver, e, além disso, precisam resolver sozinhos os inúmeros problemas que surgem na sala de aula, com isso adotam atitudes autoritárias em relação aos alunos e aos pais, em muitas vezes alguns professores entregam os pontos e assim se desinteressam por sua função de educadores.
Para alguns alunos a professora não está ali para ajudar e ensinar, mas sim para criticar, dar castigo quando se comportam mal e que reprovam quando por algum motivo não conseguem aprender.
Eles têm medo ao invés de respeito, e se defendem através da agressividade e indisciplina, que para sua insatisfação a experiência que possuem fora da escola não é levada em conta como aprendizagem.
A professora muitas vezes corrige palavras que usam seus modos e diz claramente que não acredita em suas capacidades, com isso ela consegue que esses alunos percam sua motivação de seguir os estudos, e incapazes de acreditar em si mesmo resultam em um fracasso que irá marcar suas vidas.
2. As expectativas promessas e realidade da escola.
Mesmo descontente com o sistema escolar eles sonham com uma escola melhor, uma escola que os conduza a uma espécie de escada que irá leva-los a uma vida melhor, a um futuro de esperança.
Para as pessoas menos favorecidas, o estudo, a escola é a grande oportunidade oferecida para compensar as desigualdades de dinheiro, de importância e de posição social.
A Lei diz assegurar que a escola deve ser democrática, aberta para todos.
Com o tempo tivemos grandes conquistas, pois anteriormente somente às pessoas com posses tinham oportunidade.
O ensino é gratuito para todas as classes sociais, raças e o sucesso nos estudo dependem exclusivamente de seus talentos, méritos, inteligência, esforço e perseverança de cada um.
Infelizmente a realidade da escola desmente suas promessas de acesso igual para todos. Todos esperam que a escola cumpra seu papel, o de fornecer instrução, qualificação e diplomas a todos. Essa triste realidade mostra que a escola trata uns melhor do que outros e convence os que fracassam que são uns fracassados por serem inferiores, pois ela só consegue instruir a minoria o restante é excluído e marginalizado.
Mesmo sendo o direito e dever de todos estudar, ainda existe a dificuldade nas zonas rurais, com isso atende mais e melhor as crianças da cidade e das regiões mais desenvolvidas do país, agravando as desigualdades entre as regiões ricas e pobres.
Os alunos que conseguem matricular-se, quando reprovados no exame de fim de ano ou repetem ou obrigam-se a sair da escola. Alguns por necessidade precisam trabalhar cedo para sobreviver e ajudar a família, mas a escola é feita para os que não precisam trabalhar, e coloca exigências sem condições de cumprir, com um rendimento baixo, acontecem às reprovações e as repetências acumulam-se até a desistência das crianças e dos próprios pais.
Sobretudo as crianças das camadas populares são as que mais fracassam na escola, e constituem a grande maioria da população e as que mais precisam da escola para poder melhorar de vida, esse fracasso vem acompanhado dos pais que lutaram para vestir, e para comprar material escolar.
As crianças pobres em sua maioria são excluídas da escola sem qualificação ou diploma, sem ter aprendido nada de útil para sua vida e seu trabalho, mas sem dúvida a lição que nesses anos foi ensinado é a de considerarem inferiores aos outros que tiveram sucesso.
Muitas crianças saem da escola e levam consigo a marca da humilhação do fracasso, convencidas de sua incapacidade.
O destino da grande maioria é aceitar aos trabalhos mais duros, remunerados por valores mais baixos e com maior risco de desemprego.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Quando aprendi a me AMAR.


Quando aprendi a me amar, aprendi a afastar de mim tudo o que me colocasse para baixo. Isso inclui coisas, situações, crenças e pessoas. A minha razão chamou isso de egoísmo, mas hoje eu sei que é amor próprio. Não sei se estou perto ou longe demais, se peguei o rumo certo ou errado. Sei apenas que sigo em frente, vivendo dias iguais de forma diferente. Já não caminho mais sozinha. Levo comigo cada recordação, cada vivência, cada lição. E, mesmo que tudo não ande da forma que eu gostaria, e saber que já não sou a mesma de ontem me faz perceber que valeu a pena. A estrada é longa, mas nosso tempo é curto. Portanto tenha pressa, corra atrás dos seus sonhos! Ser feliz não é ter uma vida perfeita... Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios e perdas. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história. Ser feliz é uma conquista e não obra do acaso

Eu não posso acabar com todos os problemas, duvidas ou medos, mas eu posso ouvir você e juntos podemos procurar soluções. Não posso apagar as magoas e as dores do passado nem posso decidir qual será o teu futuro, mas no presente eu posso estar contigo se precisar de mim. Não posso te impedir de levar tombos, mas posso oferecer a minha mão para te levantar. Suas alegrias, triunfos, sucessos e felicidades não me pertencem, mas seus risos e sorrisos fazem parte dos meus maiores bens. N posso julgar as decisões que você toma, mas eu posso apoiar encorajar e ajudar se me pedir. Eu não posso salvar teu coração de ser partido pela dor, pela mágoa, perda ou tristeza, mas posso chorar contigo e ajudar a juntar os pedaços. Não posso dizer quem és ou como deveria ser: Mas eu posso te apoiar e ser tua amiga para o resto da vida!

A afetividade e a autoestima na relação pedagógica

As escolas se preocupam principalmente com o conhecimento intelectual e hoje constatamos que tão importante como as ideias é o equilíbrio emocional, o desenvolvimento de atitudes positivas diante de si mesmo e dos outros, aprender a colaborar, a viver em sociedade, em grupo, a gostar de si e dos demais.
"Os alunos só terão sucesso na escola, no trabalho e na vida social se tiverem autoconfiança e autoestima. A escola de hoje não trabalha isso", afirma Wong ao sugerir que as instituições de ensino criem cursos de psicologia comportamental em que os alunos possam aprender mais sobre si mesmos. Segundo ele, a autoconfiança só se adquire por meio de autoconhecimento.
A educação, como as outras instituições, tem se baseado na desconfiança, no medo a sermos enganados pelos alunos, na cultura da defesa, da coerção externa. O desenvolvimento da autoestima é um grande tema transversal. É um eixo fundamental da proposta pedagógica de qualquer curso. Este é um campo muito pouco explorado, apesar de que todos concordaram que é importante. Aprendemos mais e melhor se o fazemos num clima de confiança, de incentivo, de apoio, de autoconhecimento. Se estabelecermos relações cordiais, de acolhimento para com os alunos, se nos mostramos pessoas abertas, afetivas, carinhosas, tolerantes e flexíveis, dentro de padrões e limites conhecidos. “Se as pessoas são aceitas e consideradas, tendem a desenvolver uma atitude de mais consideração em relação a si mesma”.
A afetividade é um componente básico do conhecimento e está intimamente ligado ao sensorial e ao intuitivo.
A afetividade se manifesta no clima de acolhimento, de empatia, inclinação, desejo, gosto, paixão, de ternura, da compreensão para consigo mesmo, para com os outros e para com o objeto do conhecimento. A afetividade dinamiza as interações, as trocas, a busca, os resultados. Facilita a comunicação, toca os participantes, promove a união. O clima afetivo prende totalmente, envolve plenamente, multiplica as potencialidades.
O professor que gerencia bem suas emoções confere às suas palavras e gestos clareza, convergência, reforço e, geralmente, o faz de forma tranquila, sem agredir o outro. O aluno capta claramente a mensagem. Poderá concordar ou não com ela, mas encontra pistas seguras de interpretação e formas de aceitação mais fáceis. O professor equilibrado, aberto, nos encanta. Antes de prestar atenção ao significado das palavras, prestamos atenção aos sinais profundos que nos envia, de que é uma pessoa de bem com a vida, confiante, aberta, positiva, flexível, que se coloca na nossa posição também, que tem capacidade de entender-nos e de discordar, sem aumentar desnecessariamente as barreiras.
Ninguém dá o que não tem. Por isso, é importante organizar atividades com gestores e professores de sensibilização e técnicas de autoconhecimento e autoestima. Ter aulas de psicologia para autoconhecimento e especialistas em orientação psicológica. Ações para que alunos e professores desenvolvam sua autoconfiança, sua autoestima; que tenham respeito por si mesmo e acreditem em si; que percebam, sintam e aceitem o valor pessoal e o dos outros. Assim será mais fácil aprender e comunicar-se com os demais. Sem essa base de autoestima, alunos e professores não estarão inteiros, plenos para interagir e se digladiarão como opostos, quando deveriam ver-se como parceiros.
BIBLIOGRAFIA
MORAN, JOSÉ MANOEL-A educação que desejamos: Novos desafios e como chegar lá. 2ª ed. Papirus, 2007, p. 55-59.
MORIN, EDGAR- Os sete saberes para a educação do futuro, p.58.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Estímulo e reforço da autoestima da criança.

Ao lidar com os problemas da educação nos
dias de hoje, os especialistas se concentram
num processo essencial: o estímulo e o
reforço da auto-estima das crianças


Revista Veja
edição 1663-23 de agosto de 2000.

Aida Veiga
Peça para um pai ou uma mãe bem informados listar os problemas que as crianças enfrentam hoje, aquele tipo de agrura no passado raramente relacionada ao universo infantil, e a resposta é impressionante: drogas, bebida, depressão, obesidade, distúrbios alimentares graves. Pior, a lista é fruto não apenas da paranóia paterna mas também da dura realidade. Segundo um levantamento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 70% dos jovens e adolescentes paulistas em idade escolar tomam bebida alcoólica em algum momento. Uma pesquisa feita em dezesseis cidades brasileiras mostra que 58% dos garotos e garotas de 12 a 14 anos fizeram uso de drogas pelo menos uma vez na vida. A Sociedade Brasileira de Pediatria aponta a obesidade como um mal que já afeta 15% das crianças no país. Por estimativa da Organização Mundial de Saúde, 20% dos adolescentes sofrem de depressão. Cada um desses problemas tem origem em fatores complexos, que vão desde aspectos genéticos até o nível de vida da comunidade. Um elemento, no entanto, permeia todos eles: a baixa auto-estima. Médicos e psicólogos cada vez mais identificam uma série de aflições comportamentais nesse sentimento de que não se é bom o suficiente, ou pior, "não presta", "não vale", "não merece". Um exemplo extremo: a introdução à bebida ou às drogas. "Quem tem uma boa auto-estima vai ser capaz de dizer não, porque não teme perder o apoio do grupo", avalia Tania Zagury, educadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, especializada em adolescentes. "Mas, se a criança for insegura, não vai resistir ao primeiro 'filhinho da mamãe' – acaba cedendo."
Os estudos que avaliam a importância da auto-estima no bom desenvolvimento das crianças proliferam nos países desenvolvidos, onde os problemas básicos já foram resolvidos e é possível se concentrar nas angústias da alma. No começo deste ano, pesquisadores da Universidade Harvard concluíram que, na dolorosa seara da anorexia e da bulimia, os distúrbios alimentares mais graves, a baixa auto-estima é um requisito essencial para a evolução da doença: toda menina obcecada em emagrecer age assim porque não se acha bonita e, se não é bonita, não vai conseguir arranjar amigos e namorados. No fim de junho, especialistas do mundo inteiro participaram em San Francisco, Califórnia, do congresso "Como preparar a juventude para o século XXI", no qual o tema central foi justamente o papel da auto-estima. "Cerca de 30% dos jovens americanos não se tornam cidadãos produtivos porque não se sentem bem consigo mesmos", afirma Robert Reasoner, autor do livro Auto-Estima e Juventude – O que Dizem as Pesquisas. "Quem conhece e valoriza suas qualidades e confia nelas tem menos probabilidade de pertencer a esse grupo."
Difícil equilíbrio – Auto-estima é, numa definição simplificada, o que a pessoa sente em relação a si mesma. Quando positiva, significa que ela se tem em boa conta, acredita que os outros gostam dela e confia em sua habilidade de lidar com desafios. Quando negativa, acha que não merece o amor de ninguém porque não sabe fazer nada direito, podendo vir a se tornar excessivamente tímida e sem iniciativa ou, no extremo oposto, se rebelar contra tudo e todos. Freud, no começo do século, foi o primeiro a teorizar que amor-próprio, o nome antigo do mesmo sentimento, é obrigatório em uma existência satisfatória. Solidificá-lo faz parte do processo de aprendizagem de vida. Nas crianças que vêm ao mundo com o essencial – o amor materno –, esse processo caminha bem no primeiro ano de vida, quando a mãe que é mãe, com seu olhar coruja, faz o bebê se sentir o foco de todo o afeto do mundo. Na fase seguinte, do desenvolvimento motor, ocasião em que a criança começa a dar os primeiros passos, aos carinhos e cuidados soma-se a necessidade daquele "muito bem", o cumprimento obrigatório a tarefas como comer sozinha e amarrar os sapatos. Na segunda infância, o cimento da auto-estima é o sucesso na escola, que não é sinônimo de notas altas, mas sim da percepção de que é capaz de aprender, de se sentir estimulada e de ter prazer nas descobertas. A moçada gosta de si mesma se tiver amigos e se sentir que é querida pelos colegas.
Para os pais, achar a medida certa, na hora de estimular a auto-estima, exige doses de bom senso e capacidade de discernimento, entre tendências aparentemente contraditórias. "Tivemos a fase do 'não', na qual o filho era adestrado, através de limites rígidos, a fazer isso ou aquilo", explica o psiquiatra paulista Içami Tiba, especialista em crianças e adolescentes. "Depois veio a reação, com o 'sim' para tudo. Agora, os pais estão buscando o equilíbrio." Que ninguém se iluda – este difícil equilíbrio exige habilidade de malabarista de circo. Pais superprotetores estimulam nos filhos uma auto-imagem negativa: por um lado, acham que não valem nada porque papai resolve tudo; por outro, mal acostumados a ter o que querem de mão beijada, exigem cada vez mais e, não sendo atendidos, se sentem diminuídos, como se o mundo não gostasse mais deles. Já pais obcecados com a performance dos filhos, que exigem comportamento impecável e notas excelentes, podem acabar sabotando-os. "Tímidos, em geral, têm baixa apreciação de si porque seus pais, excessivamente críticos, não lhes deram a segurança de ser amados. Não se sentindo amados, eles não se gostam", conclui Tiba.
Como se vê, o amor, explicitado de diferentes maneiras, é fundamental na construção e manutenção da auto-estima. Inclusive com os adolescentes, mergulhados naquela fase arredia em que rejeitam carinhos físicos. "Adolescente não aceita mais beijo de pai e colo de mãe", diz Tania Zagury. "Mas o pai pode demonstrar seu afeto de outras maneiras, até com um tapinha nas costas. A mãe pode recebê-lo com um 'Que bom que você chegou. Vai começar seu programa favorito'. Importante é achar um jeito de mostrar carinho", aconselha. Mas atenção: rasgar elogios a torto e a direito pode desandar a receita. Quando for elogiar, dizem os especialistas, é aconselhável evitar julgamentos de caráter. Incentivos do tipo "Você é uma garota boazinha, está se saindo muito bem, continue assim" criam ansiedade e convidam à dependência, porque a menina tende a achar que só será amada se fizer tudo conforme o figurino. Preferível, no caso, é a apreciação específica. Quando diz "Você arrumou todo o armário e ficou fácil encontrar aquela roupa perdida", a mãe leva a filha a concluir por si mesma que seu trabalho foi reconhecido e que manter o armário arrumado tem suas vantagens. Já quem parabeniza o filho por ter tirado 9 mas pede, em tom de brincadeira, que na próxima tire 10 pode estar criando uma pessoa insegura, incapaz de agradar aos outros.
"Cabeça-de-vento" – Saber criticar é fundamental. Primeiro mandamento da construção da auto-estima: toda e qualquer crítica deve ser dirigida ao comportamento da criança, nunca a ela própria. Quando o menino relapso nos estudos ouve do pai "Você é um vagabundo, não presta para nada", ele acredita e não se preocupa em mudar de atitude. Se o comentário paterno fosse na linha "Neste ano você não está estudando nada, hein? Mas, se se esforçar, ainda dá para passar", pode ter uma resposta muito mais positiva. Importante na hora da bronca, insistem os especialistas, é descrever o comportamento em questão (bater na irmãzinha, quebrar uma promessa), demonstrar o que eles, pais, sentem a respeito (raiva, decepção) e dizer, com todas as letras, como reparar o erro. E nunca, jamais, passar um sabão em público. "Nada derruba mais o moral, a imagem de uma criança ou de um adolescente do que criticá-los na frente de amigos ou familiares", diz a psiquiatra infantil Sônia Friedrich.
Humilhar é proibido, tanto por meio da crítica quanto da falta de respeito. Ninguém diz a uma visita que ela é desajeitada porque derrubou o copo de vinho no sofá. No entanto, todo pai e toda mãe são capazes de soltar os cachorros se o responsável for seu filho. Raros os pais que pedem por favor ou agradecem ao rebento. Mais fácil a criança ouvir que é uma peste porque largou a roupa no meio da sala ou uma cabeça-de-vento porque esqueceu a chave de casa. Por outro lado, quando os pais demonstram que estão atentos aos filhos e ao que eles lhes contam, a imagem que o menino e a menina têm de si cresce e se fortalece. Quando a criança está começando a construir frases, a atitude do pai de querer adivinhar o fim da história, para saber logo o que aconteceu, é uma ducha de água fria. O mesmo acontece quando a menina está contando em detalhes o dia na escola e a mãe fica reclamando do trânsito. Sim, às vezes é preciso ter paciência de monge. O lado bom é saber que tudo de positivo se reflete nos filhos. Em mais de um sentido. Em um estudo sobre as raízes da imagem positiva, o americano Stanley Coopersmith chegou à conclusão de que pais com auto-estima em dia têm filhos que também apreciam saudavelmente a si mesmos. Nada a ver com genes – é pura observação. Se os pais são pessoas felizes e independentes, cidadãos que respeitam as regras sociais, investem em suas potencialidades e crescem na profissão, respeitando os próprios valores, os filhos terão um espelho para se mirar.
A importância que os educadores atribuem à auto-estima é tal que a preocupação em cultivá-la já produziu efeitos contrários. Na década de 80, nos Estados Unidos, criaram-se comissões governamentais com a missão de formular estratégias para aumentar a auto-estima das crianças e dos adolescentes. Caiu-se, como era de esperar, no exagero. Escolas em todo o país passaram a colar cartazes e adesivos elogiosos por toda parte e a orientar os professores a enaltecer sempre a criança, por qualquer motivo, indiscriminadamente. Resultado: uma geração incapaz de enfrentar um "não", viciada em elogio (ganhou até nome, praise junkies). A tática foi abandonada e agora ressuscita reformulada, com ênfase na idéia da "auto-estima adquirida", resultado de atitudes positivas, merecedoras de reconhecimento. Um caminho delicado, mas não impossível. Pense nisso, da próxima vez que se sentir tentado a gritar e a insultar seu filho – ainda que o erro seja, de fato, irritante, e a desculpa, totalmente esfarrapada.
"Criticar, sim, mas nunca humilhar"

Auto - Estima- Maria do Rosário Silva Souza


A opinião que a criança tem de si mesma está intimamente relacionada com sua capacidade para a aprendizagem e com seu rendimento. O auto-conceito se desenvolve desde muito cedo na relação da criança com os outros.
Os pais atuam como espelhos, que devolvem determinadas imagens ao filho. O afeto é muito parecido com o espelho. Quando demonstro afetividade por alguém, essa pessoa torna-se meu espelho e eu me torno o dela; e refletindo um no sentimento de afeto do outro, desenvolvemos o forte vínculo do amor, essência humana, em matéria de sentimentos.
É nesta interação afetiva que desenvolvemos nossos sentimentos positiva ou negativamente e construímos a nossa auto imagem.
Se os pais estão sempre opinando a partir de uma perspectiva negativa para os filhos, e se estão sempre taxando-os de inúteis e incapazes, ou usando de zombarias e ironias, irá se formando neles uma imagem "pequena" de seu valor. E se com os amigos, na rua e na escola, repetem-se as mesmas relações, teremos uma pessoa com auto - estima baixa e baixo sentimento de auto - avaliação.

Como desenvolver a auto - estima ?

Quando a criança tem êxito no que faz - e já falamos sobre a forma de ajudá-las nesse sentido - começa a confiar em suas capacidades. E quanto mais acredita que PODE FAZER, mais consegue.
É importante ensinar à criança que ela pode fazer algumas coisas bem, e que pode ter problemas com outras coisas. E que esperamos que faça o melhor que puder.
Também é uma boa ajuda admitirmos nossos próprios erros ou fracassos. Ela precisa saber que também nós não somos perfeitos : "Sinto muito. Não devia ter gritado. Fiquei o dia todo chateado."
Para ajudá-la a criar bons sentimentos é importante elogiá-la e incentivá-la quando procura fazer alguma coisa, fazendo-a perceber que tem direito de sentir que é "IMPORTANTE", que "pode aprender", que "consegue" e que sua família lhe quer bem e a respeita. O cuidado reside em adequar as tarefas que cabem a cada idade e permitir que ela tente, como colocar o suco no copo (ainda que derrame), a roupa (mesmo do avesso), a jogar objetos no lixo, guardar os brinquedos, as peças do jogo, ajudar na arrumação dos seus livros, fitas de vídeo, enfim, solicitar a ajuda da criança, partilhando com ela pequenos afazeres, vale até aplausos às suas conquistas.
Portanto, estabeleça metas realistas e adequadas a idade de seu filho. Dê-lhe oportunidade de desenvolver-se sem super protegê-lo ou sem pressioná-lo, nem compará-lo com outras crianças.
Assim, ele formará um conceito positivo de si mesmo. E para desenvolver esse sentimento, estimule-o quando ele sentir que não tem condições de realizar algo. Talvez tenha de dizer-lhe : "Claro que você pode. Vamos, vou te ajudar."

Gaudério dos Pampas


Eis que surge lá no FUNDÃO da ESTÂNCIA, após se ENTREVERAR por várias COXILHAS mundo a fora, o LOCO DE BUENACHO, o ÍNDIO Noel, montadito em sua charrete cheia de presentes, que mais parece um mascate vindo do Uruguai, para novamente celebrar o nascimento do PIAZITO DO PEITO, uhh guri de respeito,GAUDÉRIO DOS PAMPAS, chamado JESUS, Filho da Dona Maria, prenda flor de rezadera, e do Seu José, um carpinteiro pra lá de especial. Este PIAZITO veio pra salvar toda a indiada que se perdeu pelas carreradas da vida.
Que este Natal , juntamente com toda tropilha de amigos, o Índio Noel traga PAZ , SAÚDE e PROSPERIDADE a todos MARAGATOS,CHIMANGOS e VIVENTES DE TODAS
AS VÁRZEAS E COXILHAS."

Um grande abraço e um baita quebra costelas bem chinchado e que 2010 SEJA UM
ANO LOCO DE ESPECIAL!!!!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Educação-Limites-Família-Escola


Armando Correa de Siqueira Neto
Psicólogo e desenvolve trabalhos e palestras com Psicologia Preventiva e eventos educacionais.

A coisa mais difícil que existe nesta vida é educar um ser humano, pois que demanda a nossa atenção por um tempo, que deixamos de perceber porque até o último momento podemos receber educação.
Alguns fatores apontam as causas da falta de limites na educação das crianças de um modo geral, destacando os valores morais que sumiram do nosso cenário, haja vista o enorme número de casos de corrupção ininterrupta; na política, empresas, igrejas, etc, apresentados na mídia, onde, dificilmente a lei consegue ser cumprida, ademais, instaurou-se na cultura a idéia de que ser esperto é a grande jogada, o contrário; uma tremenda burrice, então, por qual razão seguir regras?
Outro ponto importante vem a ser a ausência dos pais na vida da criança, em virtude da carga horária dedicada ao trabalho, deixando a convivência educacional aos cuidados da escola, desde os primeiros momentos, nas creches e nas instituições educacionais, do governo ou particulares. Esta necessidade familiar gerou um sentimento de culpa nos pais, que, para compensar tais circunstâncias, acabam sendo permissivos em demasia com os seus filhos, impedindo, por conseguinte, momentos de se educar e proporcionar os valores que devem ser seguidos; derivados dos próprios valores existentes nos pais e na constituição da personalidade da criança. Contudo, abre-se nova polêmica neste rastro de educação sem limites, ao lembrarmos que muitos pais com filhos hoje adolescentes e outros adultos vêm de uma geração na qual pregou por muitos anos a idéia de que a liberdade total era a melhor saída, contrapondo à idéia de repressão sócio-histórica vivida por eles em sua juventude, o que acarretou em juízo de valores distorcido, vindo de um radicalismo social para outro, sem fazer “escola” desta forma de se educar. Não houve ponderação e conseqüentemente faltou um plano mediano que fosse sendo ajustado à medida que as demandas surgissem. Simplesmente foi-se estabelecendo este modelo de educação até o momento em que se evidenciaram os desastrosos resultados.
Outra condição a ser pensada é o exagero que os pais têm com relação aos traumas que poderão causar, caso venham a ser mais enérgicos na educação dos seus filhos. Usar o bom senso e algumas regras para estabelecer limites na educação infantil não arranca pedaço de ninguém. Faz-se necessária a consciência de que para educar é preciso esforço, dedicação, perseverança e paciência; muita paciência.
Nas escolas a relação entre o aluno e o professor chegou a uma condição muito favorável, quando entendemos que a participação do aluno está maior, diferentemente de outras épocas onde o papel se restringia apenas a ouvir e guardar as informações que chegavam.
A criança de hoje está mais bem estimulada e responde com maior agilidade ao meio, o que lhe confere a boa posição de ser participante nos grupos sociais; casa e escola especialmente. Todavia, dada a falta de condução por conta da educação sem limites, a criança acaba se tornando um canhão sem direção, que atira para vários lados ao acaso a acerta em quem estiver na trajetória, e a si mesma invariavelmente.
Para ilustrar este contexto da educação sem limites, relatarei uma cena que vi na sala de diretoria de uma escola do governo. De um lado encontrava-se a vice-diretora desta instituição, a qual descrevia o descaso de um aluno com relação aos estudos, seu comportamento rebelde e desrespeitador mediante as regras daquela escola, exaltando o fato de que este menino, de aproximadamente onze anos, já havia “bombado” em ano anterior e que em seu boletim constavam muitas faltas. De outro lado, a mãe, estupefata com aquelas faltas, tentando compreender aquele furacão que se lhe apresentava. Ao lado da mãe que estava sentada, encontrava-se sua filha menor, à frente do referido estudante, e ao lado dele outra irmã, presumivelmente mais velha. O quadro estava formado; o garoto permaneceu imóvel entre as pessoas de sua família e apenas comentou em tom humilde que a direção da escola lhe perseguia há muito tempo e que ele era bonzinho. Apesar da postura de cobrança por parte da diretoria da escola, é quase impossível obter do aluno um comportamento adequado, uma vez que lhe falta o direcionamento educacional, sutilmente revelado pela mãe quando alegou não ter tempo de poder criar o próprio filho, permanecendo ausente em virtude do trabalho.
Tal situação é comum e é clara quanto às dificuldades existentes para todas as partes: do aluno que precisa e não tem a educação fundamental de ser acompanhado em casa por seus responsáveis; dos pais, que não têm tempo e sentem a dificuldade se ampliar conforme o tempo passa, desestimulando cada vez mais, ter que mexer com esta situação, e, para a escola, que acaba arcando com tal responsabilidade, sem ter estrutura para isso. A situação destas várias crianças e de suas famílias é caótica, não existindo meio termo para classificar o que se passa nesta inversão de valores, onde inexiste a educação pautada em acompanhamento e com limites. Muitos pais crêem que o tempo dará jeito na questão, deixando à sorte o futuro de seus filhos.
O exercício do viver só é realizável vivendo, na prática, e o mesmo ocorre com a educação, portando, é preciso arregaçar as mangas e assumir o papel de orientador, de guia, de educador. Começar, antes tarde do que nunca a se envolver neste processo importante e determinador da vida do ser humano, cavando tempo e espaço para esta empreitada. Sempre que desejamos muito alguma coisa damos um jeito no tempo e espaço para alcançá-la. O que nos impede de lutar por esta causa mais do que nobre? Qual medo existe em tentar educar os próprios filhos?
Como em qualquer situação da vida, haverá tropeços, que darão lugar ao adequado proceder conforme a prática e a persistência desta convivência. Os rumos poderão ser diferentes, e certamente o serão. Outros benefícios virão naturalmente, como um maior sentimento de amor próprio, e em muitos casos, a unidade familiar. Mas é preciso começar, tentar, fazendo acontecer. Confie em si mesmo e mude o cenário, assumindo as responsabilidades e transmitindo muitos valores aos seus filhos, por via de uma educação que dá segurança e conforto, pois todos nós sempre desejamos isto.

À Conversa com os Pais-Psicologia Educacional e Psicoterapia




O que uma criança pensa de si própria depende, em grande medida, do que as restantes - que são o seu espelho - pensam dela. Assim, se o reflexo que recebe é negativo, terá uma imagem negativa de si própria. No sentido inverso, se os reflexos que recebe são positivos, a sua autoestima será alta.

É importante ensinar à criança que ela pode fazer algumas coisas bem, e que pode ter problemas com outras coisas. E que esperamos que faça o melhor que puder.
É uma boa ajuda admitirmos os nossos próprios erros ou fracassos. Ela precisa saber que também nós não somos perfeitos: "Sinto muito. Não devia ter gritado. Fiquei o dia todo chateado."
Para ajudá-la a criar bons sentimentos é importante elogiá-la e incentivá-la quando procura fazer alguma coisa, fazendo-a perceber que tem direito de sentir que é "importante", que "pode aprender", que "consegue" e que o adulto a respeita e deseja o melhor para si. O cuidado reside em adequar as tarefas que cabem a cada idade e permitir que ela tente, enfim, solicitar a ajuda da criança, partilhando com ela pequenas tarefas. Pode-se até aplaudir as suas conquistas.
Assim, deve-se procurar estabelecer metas realistas e adequadas à idade da criança. Dar oportunidade de desenvolver-se sem super protegê-la ou sem pressioná-la.
Os monitores podem promover a interação social nas salas e fomentar o questionar e o exame de qualquer problema que seja levantado pela criança. Existe valor intelectual em trabalhar com os interesses intelectuais espontâneos da criança e, para o desenvolvimento moral dela, é igualmente valioso lidar com as questões morais espontâneas.
É possível envolver a criança em discussões de problemas morais. À medida que ela ouve os argumentos de seus colegas pode experimentar um desequilíbrio cognitivo, que pode conduzir à reorganização dos seus conceitos. O conflito cognitivo é necessário para a reestruturação do raciocínio e para o desenvolvimento mental.
Do mesmo modo, é preciso evitar as "típicas" etiquetas e rótulos que se costumam dar às crianças, sobretudo porque são muito difíceis de retirar. Se desde que começa a entender as coisas - muito antes do que se costuma pensar - a criança se identifica com certos apelidos como burro, preguiçoso, etc., irá crescer acreditando que é assim.

LEMBRE-SE QUE...
1 - Mesmo que tenha pouco tempo, quando estiver a ouvir, escute mesmo.
2 - Deixe-as expressar sentimentos, mesmo negativos. Evite o discurso: "Não se chora", "Isso não é nada", "Tem coragem".
3 - Quando apropriado, deixe que elas tomem as próprias decisões.
4 - Trate-as com cortesia. Respeite os seus espaços e limites, diga-lhes se faz favor e obrigado.
5 - Procure encorajá-las e dar afeto, mas de forma justa e coerente. Falsos louvores só levam a uma falsa percepção das capacidades. Valorize mais o esforço que fazem do que o rendimento que obtêm.
6 - Procurar empatia com as crianças. Quanto melhor as entendermos, menos paciência será necessária para lidar com elas, pois estaremos a perceber o seu ponto de vista. Ajude-as a desenvolver a empatia levando-as a partilhar sentimentos, bons e maus. Procure perguntar como se sente e se ela entende como os outros se sentem.
7 - Evite expressões como: "Tu deves, porque eu quero, não há discussão, vai imediatamente, cala-te." Ninguém gosta de ser mandado, independentemente da idade.
8 - Partilhe com ela aquilo que você gosta, valoriza e ama.
9 - Seja entusiasta; positivo e alegre. Ensine-as que é bom exprimir os nossos sentimentos, que não faz mal estar nervoso ou zangado. O que se faz com essas emoções é que convém controlar, para não provocar sofrimento nos outros.
10 - Quando as crianças chegam da escola, e lhes perguntamos como correu o dia, tendem a responder com algum episódio negativo. Experimente perguntar-lhe: "Fala-me das coisas mais giras das aulas."
11 - Fugir do elogio mecânico é fundamental. É sempre bom interessar-se pelos pequenos êxitos e perder alguns minutos a elogiar as primeiras tentativas no "caminho certo".
12 - É necessário vigiar o nosso cansaço, condição muitas vezes favorável para que deixemos escapar alguma crítica menos indicada.
13 - Tentar manter o respeito pela personalidade da criança, e avaliar periodicamente se as expectativas depositadas nela são justas, razoáveis e equilibradas. Será de grande ajuda.
14 - Deve-se evitar o excesso de proteção sobre a criança.
15 - Pode-se pedir a sua opinião em temas diários de pouca importância, como onde ir passear, que atividade realizar, etc. Tal faz a criança sentir-se importante, auto-valorizar-se e respeitar-se a si própria.
16 - Nunca se devem recorrer às comparações para repreender ou fazer a criança ver como se deve comportar. Não é bom para nenhuma das duas crianças, e há sempre alguma que perde com a situação.
17 - Propor-se a meta de elogiar cada dia, ao menos uma coisa bem feita de cada criança, oportunamente e com naturalidade.

A realização deste blogue parte do desejo de alargar o leque de intervenientes das sessões de Aconselhamento Parental e Encontros de Pais dinamizadas pelo Psicólogo Bruno Pereira Gomes.

Ao longo da sua publicação, existirá o cuidado de procurar abordar assuntos que causam dúvidas e ansiedade aos pais e/ou educadores para, além de se realizar um prático apanhado teórico, oferecer sugestões para que possam descobrir soluções para algumas das dificuldades parentais que se lhes deparam no quotidiano.

Os conselhos e abordagens teóricas dadas pelo autor deverão ser sempre utilizados e interpretados no contexto específico e características de cada família e dos membros que a compõem.
Psicólogo Bruno Pereira Gomes
Responsável pelo Gabinete de Psicologia do Instituto Português de Pedagogia Infantil; Licenciado em Psicologia da Educação e Orientação Vocacional; Especialização em Psicoterapia da Criança e do Adolescente.
• INSTITUTO PORTUGUÊS DE PEDAGOGIA INFANTIL - Póvoa de Santo Adrião 219371527
• ESPAÇO VIDA - Avenida Guerra Junqueiro, Nº 11, r/c Esq Lisboa 961213055 - 964960144
• CLÍNICA PRIVADA - Rua Braancamp, Nº8, 3º Esq Lisboa 213422219 / 933265440

sábado, 10 de janeiro de 2009

Could You Be Loved


Composição: Bob Marley
Você Poderia Amar E Ser Amado ?
Você poderia amar E ser amado ?Você poderia amar E ser amado ?
Não deixe eles te fazerem de bobo
Ou mesmo tentar escolarizar você Oh, não !
Você tem a sua própria mente
Então vá para o inferno se o que você está pensando não é certo
O amor nunca nos deixaria sozinhos
Na escuridão deverá aparecer a luz
A estrada da vida é rochosa
E você pode tropeçar também Então enquanto você aponta seu dedo Outro alguém está te julgando
Não deixe mudarem você Ou mesmo rearranjá-lo Oh, não !
Você tem uma vida pra viver
Eles dizem somente, somente,Que somente o mais ajustado dos mais ajustados deve viver,
Permanecer vivo.
Você não vai perder sua água,Até que você fique seco.
Não importa como você o trata,
O homem nunca ficará satisfeito.
Você poderia se amarE ser amado ?
Você poderia se amarE ser amado ?
Diga alguma coisa ...